No Makeup

Ontem estava a passar um teledisco da Alicia Keys no VH1 e ela estava diferente, quase irreconhecível. Demorei algum tempo a perceber que ela estava sem maquilhagem e portanto parecia uma pessoa “normal”, não uma diva musical.

Por curiosidade fui procurar alguma coisa no Google sobre a Alicia Keys e descobri que ela aderiu ao movimento No Makeup e deixou de usar maquilhagem. O resultado pode ver-se na capa do seu último disco:

Quem diria que esta é a mesma Alicia Keys que em 2012 lançava o álbum Girl on Fire?

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Eu digo já que mulheres maquilhadas não fazem o meu género, sobretudo aquelas que abusam da dita maquilhagem. Mas não é suposto estas super-estrelas serem pessoas fora do normal, diferentes, modelos de perfeição e beleza?

Não digo que a Alicia Keys não seja interessante “ao natural”, pois claramente que o é. Mas também o são muitas outras mulheres que vemos no dia-a-dia. Todos sabemos que o Photoshop faz milagres e não há mulheres perfeitas, mas não poderemos sonhar um bocadinho?

Portanto, por muito que admire e aprecie a verdadeira Alicia Keys, continuo a preferir a Alicia Keys produzida e maquilhada.

Brain Drain: The Mere Presence of One’s Own Smartphone Reduces Available Cognitive Capacity

É incrível como em poucos anos as nossas vidas se transformaram por causa dos smartphones. E agora, aos poucos, vão-se descobrindo os seus malefícios, como por exemplo o descrito neste estudo:

One’s smartphone is more than just a phone, a camera, or a collection of apps. It is the one thing that connects everything—the hub of the connected world. The presence of one’s smartphone enables on-demand access to information, entertainment, social stimulation, and more. However, our research suggests that these benefits—and the dependence they engender—may come at a cognitive cost.

Basicamente ficamos mais burros à beira de um smartphone.

Wishlist: Vanmoof Electrified S

O The Verge testa a nova Vanmoof Electrified S, versão 2017. Para quem não conhece a Vanmoof, trata-se de um fabricante Holandês de bicicletas, cuja versão Electrified S, como o próprio nome indica, é eléctrica.

As bicicletas têm um design minimalista e, a meu ver, com muito bom aspecto. Apenas são vendidas directamente pela Vanmoof no site oficial ou nas lojas da própria marca. Para quem compra pelo site não existem custos de envio e a marca envia para Portugal.

The Wolf – The Hunt Continues

A HP lançou este vídeo com a continuação da “saga” The Wolf, lançada há umas semanas atrás (link para o primeiro vídeo da história) e que é interpretada pelo Christian Slater, conhecido ultimamente pelo seu papel na série Mr. Robot:

Apesar de apresentar um cenário catastrófico e que pode parecer improvável, não há dúvida que hoje em dia a ciber-segurança deve ser levada muito a sério e este tipo de vídeos, publicidade à parte, servem para nos alertar para este problema.

Amazon Fire TV Stick

Recebi esta semana um Amazon Fire TV Stick que me trouxeram dos Estados Unidos (as lojas da Amazon na Europa não enviam estes dispositivos para Portugal). Nunca me passou pela cabeça comprar hardware da Amazon, mas ao procurar uma solução barata e eficaz para ter Netflix no televisor do quarto encontrei imensas reviews ao Fire TV Stick e todas referiam que era muito bom.

Pois bem, confirmo tudo o que li. De facto este dispositivo, que custa “apenas” $39.99, faz maravilhas e arrisco-me a dizer até que é superior ao meu Apple TV de 3ª geração. Mas vamos por partes.

Hardware

Não percebo como é que a Amazon vende o Fire TV Stick por este preço. Se me dissessem que custava 60 ou 70 dólares eu acreditava e era capaz de o comprar por esse preço. O material de que é feito tem um toque agradável e parece ser robusto e de boa qualidade. O comando é suficientemente pesado para dar uma sensação de qualidade e os botões têm um pressionar firme.

O Fire TV Stick em si é pouco maior que uma pen drive e liga-se directamente à porta HDMI do televisor, podendo ser alimentado directamente de uma porta USB existente no televisor, ou através do adaptador de corrente fornecido (no meu caso, como foi comprado nos Estados Unidos, é a versão americana, pelo que tive que comprar um conversor).

Aparentemente o Fire TV Stick funciona perfeitamente ligado à porta USB do televisor, mas aparece-me sempre uma mensagem a dizer que a corrente é insuficiente, pelo que optei por ligá-lo ao adaptador de corrente (pelo que li mais pessoas têm este problema).

Instalação e interface

A configuração inicial passa por configurar a ligação Wi-Fi (o Fire TV Stick só pode ser ligada através de Wi-Fi – não existe ligação ethernet) e configurar a conta Amazon (sim, é necessário ter uma conta na Amazon para poder utilizar o dispositivo). Tudo isto faz-se sem a menor dificuldade e passados poucos minutos está pronto a funcionar.

O interface é super agradável e, a meu ver, melhor do que o do meu Apple TV (relembro que é o de 3ª geração – nunca experimentei um Apple TV de 4ª geração). Existe um menu superior com acesso a algumas opções e uma zona de destaques central com auto-play, ou seja, basta deslocar a selecção para esta zona e começa automaticamente a ser reproduzido um trailer do conteúdo em destaque. Tudo isto é muito fluído e não se nota nenhuma paragem no interface.

É preciso ter em atenção que grande parte dos conteúdos sugeridos são da própria Amazon e, mesmo tendo criado uma conta trial do serviço Amazon Prime Video, não consegui visualizar nenhuma das séries ou filmes, apesar deste serviço já estar disponível em Portugal.

Claro que a primeira coisa que fiz foi instalar o Netflix, que no fundo foi para isso que comprei este dispositivo. Mais uma vez o interface da aplicação do Netflix no Fire TV Stick é melhor que o interface do Apple TV e o streaming, mesmo em Wi-Fi sem sinal no máximo, tem funcionado na perfeição. Nunca ocorreu nenhum buffering nem paragem inesperada. Apenas fico com a ligeira sensação que a qualidade do vídeo é ligeiramente inferior, parecendo mais comprimido que no caso do Apple TV.

Além do Netflix também instalei o Spotify, que funciona surpreendentemente bem, embora não veja grande uso para o Spotify num televisor. Existem também uma série de jogos, alguns com gráficos 3D bem acima daquilo que eu achei possível num dispositivo tão pequenino. Existe até um controlador para jogos da própria Amazon, que transforma o Fire TV Stick numa verdadeira consola.

Alexa

Uma das funcionalidades interessantes do Fire TV Stick é que suporta a utilização do Alexa, o interface de voz da Amazon concorrente do Siri da Apple. Apesar de não estar disponível em Português, estive a experimentá-lo em Inglês e fiquei surpreendido com a eficácia e rapidez com que funciona. Mas mais interessante ainda é o facto de através do Alexa ser possível controlar dispositivos de smart home, como por exemplo as lâmpadas Philips HUE. Conto brevemente fazer algumas experiências a este nível.

Uma funcionalidade inesperada

Uma funcionalidade que eu não estava nada à espera que funcionasse é o suporte para o HDMI-CEC. Basicamente o que isto significa é que o Fire TV Stick pode controlar o meu televisor através da porta HDMI. Para que é que isto serve? É muito simples: quando eu ligo o Fire TV ele automaticamente liga o televisor e coloca-o na entrada HDMI correcta! Isto é muito bom, só sendo pena que ao colocar o Fire TV Stick em sleep mode ele não desligue o televisor.

Conclusão

Como é possível perceber depois da leitura deste texto, a conclusão é positiva e não tenho qualquer problema em recomendar  Fire TV Stick a qualquer pessoa que queira utilizar o Netflix ou outro serviço de streaming no seu televisor.

Fiquei de tal forma surpreendido pela positiva com o Fire TV Stick, que já equaciono substituir o Apple TV por um Fire TV (versão “desktop”). Vantagens em relação ao Apple TV 4? É consideravelmente mais barato. Vantagens em relação ao TV Stick? Suporta 4K, tem 2GB de memória em vez de 1GB e pode ser ligado à rede ethernet.

Uma coisa é certa: fiquei com uma impressão muito positiva dos dispositivos da Amazon, que veio mudar a ideia que eu tinha.